
sexta-feira, 9 de junho de 2006
quinta-feira, 8 de junho de 2006
# 1182. NÃO É POR NADA...
... mas ando a estranhar o "silêncio ensurdecedor" do Dr. Paulo Pereira Coelho que, nos últimos tempos, cá pelo Burgo, anda sem levantar ondas!! TERÁ ALGUM TRUQUE NA MANGA?!
# 1180. ODE TO HER...
"Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim"
Ivete Sangalo
Meu coração
Sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Hoje eu sei
Eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais
Muito além
Do tempo do vendaval
Dos desejos de um beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Ivete Sangalo
Meu coração
Sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Hoje eu sei
Eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais
Muito além
Do tempo do vendaval
Dos desejos de um beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
quarta-feira, 7 de junho de 2006
# 1178. ADIVINHA
QUAL É O ANIMAL QUE FALA FRANCÊS E GOSTA QUE LHE ACARICIEM O SEXO?
[Saiba a resposta correcta amanhã neste blog]
[Saiba a resposta correcta amanhã neste blog]
# 1177. MANTORRAS FOI À PESCA...

Tem nome de futebolista mas não joga à bola... Vive "à manga" da boa vontade dos pescadores, da lota da Figueira da Foz, que o alimentam no intervalo das suas "tainadas"... Foi baptizado de Mantorras e, acreditem, é um amante de sardinhas! Já quanto a futebol não consta que saiba jogar...
# 1176. ODE TO HER...
"Eu e ela"
Cesário Verde
Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;
Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados.
Na sombra dos arbustos, que abraçados,
Beijarão meigamente a tua trança.
Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más ideias,
Esquecendo para sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.
Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão para além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.
Outras vezes buscando distracção,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiros,
Formando unicamente um coração.
Beatos ou pagãos, vida à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavalheiro de Flaublas...
Cesário Verde
Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;
Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados.
Na sombra dos arbustos, que abraçados,
Beijarão meigamente a tua trança.
Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más ideias,
Esquecendo para sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.
Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão para além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.
Outras vezes buscando distracção,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiros,
Formando unicamente um coração.
Beatos ou pagãos, vida à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavalheiro de Flaublas...
terça-feira, 6 de junho de 2006
# 1174. É TUDO UMA QUESTÃO DE ENGENHARIA...
O PS "propôs" ontem, Dia Mundial do Ambiente, que o empreendimento que deverá nascer no Vale do Galante se deveria chamar "Vale do Betão Eng. Duarte Silva". Cá o pato pergunta, e porque não chamar-se "Vale do Betão Eng. José Sócrates"?!
Afinal de contas até foi um Governo PS que, em sede de Conselho de Ministros, ratificou o Plano de Pormenor que "viabilizará" tal empreendimento urbanístico... Penso eu de que!!
Afinal de contas até foi um Governo PS que, em sede de Conselho de Ministros, ratificou o Plano de Pormenor que "viabilizará" tal empreendimento urbanístico... Penso eu de que!!
# 1173. ARRUFOS POLÍTICOS DU CAMANDRU... OU MAIS LONGE!
Diz um: "Só descansarei no dia em que o voltar a ver a carimbar impressos do IRS"
Responde o outro: "E eu, só descansarei quando o voltar a ver a contar cabazes de peixe na lota"
Responde o outro: "E eu, só descansarei quando o voltar a ver a contar cabazes de peixe na lota"
# 1172. ODE TO HER...
"Amor dos Fogos"
AL BERTO
...Vêm sôfregos os peixes da madrugada
beber o marítimo veneno das grandes travessias
trazem nas escamas a primavera sombria do mar
largam minúsculos cristais de areia junto à boca
e partem quando desperto no tecido húmido dos sonhos
...Vem deitar-te comigo no feno dos romances
para que a manhã não solte o ciúme
e de novo nos obrigue a fugir...
...Vem estender-te onde os dedos são aves sobre o peito
esquece os maus momentos a falta de notícias a preguiça
ergue-te e regressa
para olharmos a geada dos astros deslizar nas vidraças
e os pássaros debicam o outono no sumo das amoras...
...iremos pelos campos
à procura do silente lume das cassiopeias...
AL BERTO
...Vêm sôfregos os peixes da madrugada
beber o marítimo veneno das grandes travessias
trazem nas escamas a primavera sombria do mar
largam minúsculos cristais de areia junto à boca
e partem quando desperto no tecido húmido dos sonhos
...Vem deitar-te comigo no feno dos romances
para que a manhã não solte o ciúme
e de novo nos obrigue a fugir...
...Vem estender-te onde os dedos são aves sobre o peito
esquece os maus momentos a falta de notícias a preguiça
ergue-te e regressa
para olharmos a geada dos astros deslizar nas vidraças
e os pássaros debicam o outono no sumo das amoras...
...iremos pelos campos
à procura do silente lume das cassiopeias...
segunda-feira, 5 de junho de 2006
# 1170. AUTO DE TOMADA DE POSSE...

AUTO NÚMERO 1170
Aos 27 dias do mês de Maio de dois mil e seis, pelas 19 horas e 22 minutos, na Loja Fora de Jogo, realizou-se a Tomada de Posse dos Órgãos Sociais eleitos dos meus pés, presidida pela minha pessoa. Os seguintes empossados assumiram cumprir as suas funções e dignificar a Associação:
Novas All-Star
(Presidente)
Nada mais havendo a tratar, foi encerrada esta tomada de posse pelas 06 horas e 30 minutos, na Discoteca Bergantim, da qual consta este auto, que vai ser assinado pelo Presidente da Mesa da Assembleia-Geral cessante:
O Presidente
# 1169. SEMANA DA SAÚDE

A Junta de Freguesia de S. Julião, o Centro de Saúde da Figueira da Foz e o Hospital distrital estão de parabéns pela realização da "III Semana da Saúde". O evento, dedicado à população mais idosa da freguesia - e não só - contou com a participação de "cerca de duas mil pessoas", de acordo com a organização. A população pode assim fazer, gratuitamente, diversos rastreios bem como participar em várias actividades físicas, educativas e de lazer. NOTA POSITIVA PARA A ORGANIZAÇÃO.
# 1168. ODE TO HER...
"Amor Amor"
Maria Bethânia
Quando o mar
Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria
Quando o amor
Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
Quando o amor tem mais perigo
é quando ele é sincero
Maria Bethânia
Quando o mar
Quando o mar tem mais segredo
Não é quando ele se agita
Nem é quando é tempestade
Nem é quando é ventania
Quando o mar tem mais segredo
É quando é calmaria
Quando o amor
Quando o amor tem mais perigo
Não é quando ele se arrisca
Nem é quando ele se ausenta
Nem quando eu me desespero
Quando o amor tem mais perigo
é quando ele é sincero
sábado, 3 de junho de 2006
# 1164. ODE TO HER...
"Afrodite"
Formosa.
Esses peitos pequenos, cheios.
Esse ventre, o seu redondo espraiado!
O vinco da cinta, o gracioso umbigo, o escorrido
das ancas, o púbis discreto ligeiramente alteado,
as coxas esbeltas, um joelho único suave e agudo,
o coto de um braço, o tronco robusto, a linha
cariciosa do ombro...
Afrodite, não chorei quando te descobri?
Aquele museu plácido, tantas memórias da Grécia
e de Roma!
Tantas figuras graves, de gestos nobres e de
frontes tranquilas, abstractas...
Mas aquela sala vasta, cheia, não era uma necrópole.
Era uma assembleia de amáveis espíritos, divaga-
dores, ente si trocando serenas, eternas e nunca
desprezadas razões formais.
Afrodite, Afrodite, tão humana e sem tempo...
O descanso desse teu gesto!
A perna que encobre a outra, que aperta o corpo.
A doce oferta desse pomo tentador: peito e ventre.
E um fumo, uma impressão tão subtil e tão pro-
vocante de pudor, de volúpia, de reserva, de
abandono...
Já passaram sobre ti dois mil anos?
Estranha obra de um homem!
Que doçura espalhas e que grandeza...
És o equilíbrio e a harmonia e não és senão corpo.
Não és mística, não exacerbas, não angústias.
Geras o sonho do amor.
Praxíteles.
Como pudeste criar Afrodite?
E não a macerar, delapidar, arruinar, na ânsia de
a vencer, gozar!
Tinha de assim ser.
Eternizaste-a!
A beleza, o desejo, a promessa, a doce carne...
Irene Lisboa, Outono Havias de Vir, 1937
Formosa.
Esses peitos pequenos, cheios.
Esse ventre, o seu redondo espraiado!
O vinco da cinta, o gracioso umbigo, o escorrido
das ancas, o púbis discreto ligeiramente alteado,
as coxas esbeltas, um joelho único suave e agudo,
o coto de um braço, o tronco robusto, a linha
cariciosa do ombro...
Afrodite, não chorei quando te descobri?
Aquele museu plácido, tantas memórias da Grécia
e de Roma!
Tantas figuras graves, de gestos nobres e de
frontes tranquilas, abstractas...
Mas aquela sala vasta, cheia, não era uma necrópole.
Era uma assembleia de amáveis espíritos, divaga-
dores, ente si trocando serenas, eternas e nunca
desprezadas razões formais.
Afrodite, Afrodite, tão humana e sem tempo...
O descanso desse teu gesto!
A perna que encobre a outra, que aperta o corpo.
A doce oferta desse pomo tentador: peito e ventre.
E um fumo, uma impressão tão subtil e tão pro-
vocante de pudor, de volúpia, de reserva, de
abandono...
Já passaram sobre ti dois mil anos?
Estranha obra de um homem!
Que doçura espalhas e que grandeza...
És o equilíbrio e a harmonia e não és senão corpo.
Não és mística, não exacerbas, não angústias.
Geras o sonho do amor.
Praxíteles.
Como pudeste criar Afrodite?
E não a macerar, delapidar, arruinar, na ânsia de
a vencer, gozar!
Tinha de assim ser.
Eternizaste-a!
A beleza, o desejo, a promessa, a doce carne...
Irene Lisboa, Outono Havias de Vir, 1937
sexta-feira, 2 de junho de 2006
# 1162. VOU ALI AO JARDIM, JÁ VOLTO!

Já a rodar no meu MP3 está o novissímo álbum dos britânicos Zero 7, "The Garden".
Não me perguntem onde o "saquei" porque não vos digo. Uma coisa partilho convosco: É um excelente trabalho...
Músicas como "Crosses", "Waiting to die", "Today" e "Futures" são simplesmente charmosas e belas, psicadélicas... A não perder, sem dúvida!
#1161. ODE TO HER...
"Pela luz dos olhos teus"
Vinicius de Moraes
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Vinicius de Moraes
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
quinta-feira, 1 de junho de 2006
# 1159. Carta aberta (e sem selo) ao senhor primeiro-ministro, Engº José Sócrates
Senhor primeiro-ministro, amigo Zé, pá...
Já deu para ver que, no estado em que as coisas estão, há que sacar dinheiro ao pessoal de qualquer maneira. E como aumentar mais uma vez os impostos dava muito nas vistas, agora até na praia, o chamado mergulho de chapão com bandeira amarela ou mesmo uma simples entrada em água com bandeira vermelha, dá para colocar uma quantia valente (de 55 a mil euros) nos depauperados cofres do estado.
Caramba, porque é que não disseste mais cedo, Socas? Ora aqui o teu muito patriota amigo não quer que penses em mais estratagemas deste tipo e envia-te uma singela lista de coisas que ainda não pagam multa, mas que com a tua ajuda e com alguém que te prepare a legislação, é só meter no Diário da República e vais ver que o défice das contas estatais se esfuma num instante. E ainda se ajuda a tornar o nosso Portugal num país mais bonito, como bónus. Ora cá vai disto:
LISTA DE COISAS A TAXAR (em breve)
- Uso de meia branca com sapatinho escuro (cem a mil euros)
- Bigode à futebolista dos anos oitenta (duzentos a 2000 euros)
- Coçar os genitais em público (150 a 1500 euros)
- Utilização do colete reflector nas costas do banco do condutor (120 a 1200 euros)
- Passear de fato de treino por centros comerciais ao fim de semana (quatrocentos a 4000 euros)
- Raparigas com excesso de peso envergando roupa apertadíssima (130 a 1300 euros)
- Uso de óculos de sol em discotecas, restaurantes e no Metro (quinhentos a 5000 euros)
- Utilização das expressões "prontos" , "portantos ", "stander de automóves " etc... (140 a 1400 euros)
- Uso de sandália com peúga de qualquer cor (trezentos a 3000 euros)
Pronto, cá está Socas ; usa e abusa. Quem é amigo, quem é?
[recebido por e-mail]
Já deu para ver que, no estado em que as coisas estão, há que sacar dinheiro ao pessoal de qualquer maneira. E como aumentar mais uma vez os impostos dava muito nas vistas, agora até na praia, o chamado mergulho de chapão com bandeira amarela ou mesmo uma simples entrada em água com bandeira vermelha, dá para colocar uma quantia valente (de 55 a mil euros) nos depauperados cofres do estado.
Caramba, porque é que não disseste mais cedo, Socas? Ora aqui o teu muito patriota amigo não quer que penses em mais estratagemas deste tipo e envia-te uma singela lista de coisas que ainda não pagam multa, mas que com a tua ajuda e com alguém que te prepare a legislação, é só meter no Diário da República e vais ver que o défice das contas estatais se esfuma num instante. E ainda se ajuda a tornar o nosso Portugal num país mais bonito, como bónus. Ora cá vai disto:
LISTA DE COISAS A TAXAR (em breve)
- Uso de meia branca com sapatinho escuro (cem a mil euros)
- Bigode à futebolista dos anos oitenta (duzentos a 2000 euros)
- Coçar os genitais em público (150 a 1500 euros)
- Utilização do colete reflector nas costas do banco do condutor (120 a 1200 euros)
- Passear de fato de treino por centros comerciais ao fim de semana (quatrocentos a 4000 euros)
- Raparigas com excesso de peso envergando roupa apertadíssima (130 a 1300 euros)
- Uso de óculos de sol em discotecas, restaurantes e no Metro (quinhentos a 5000 euros)
- Utilização das expressões "prontos" , "portantos ", "stander de automóves " etc... (140 a 1400 euros)
- Uso de sandália com peúga de qualquer cor (trezentos a 3000 euros)
Pronto, cá está Socas ; usa e abusa. Quem é amigo, quem é?
[recebido por e-mail]
# 1158. PENSAMENTOS DU CAMANDRU... OU MAIS LONGE!
"É melhor ter Alzheimer do que Parkinson, porque mais vale um gajo esquecer-se de pagar o tintinho do que entorná-lo"
# 1155. ODE TO HER...
"VOZ QUE SE CALA"
Florbela Espanca
Amo as pedras, os astros e o luar
Que beija as ervas do atalho escuro,
Amo as águas de anil e o doce olhar
Dos animais, divinamente puro.
Amo a hera que entende a voz do muro
E dos sapos, o brando tilintar
De cristais que se afagam devagar,
E da minha charneca o rosto duro.
Amo todos os sonhos que se calam
De corações que sentem e não falam,
Tudo o que é Infinito e pequenino!
Asa que nos protege a todos nós!
Soluço imenso, eterno, que é a voz
Do nosso grande e mísero Destino!...
Florbela Espanca
Amo as pedras, os astros e o luar
Que beija as ervas do atalho escuro,
Amo as águas de anil e o doce olhar
Dos animais, divinamente puro.
Amo a hera que entende a voz do muro
E dos sapos, o brando tilintar
De cristais que se afagam devagar,
E da minha charneca o rosto duro.
Amo todos os sonhos que se calam
De corações que sentem e não falam,
Tudo o que é Infinito e pequenino!
Asa que nos protege a todos nós!
Soluço imenso, eterno, que é a voz
Do nosso grande e mísero Destino!...
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