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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

[Coerência precisa-se!]

Li na edição do jornal Diário de Coimbra, desta terça-feira, que o Dr. Joaquim de Sousa é contra a “subsídiodependência” das colectividades/associações e aconselhou as mesmas “a aprender a viver dos seus próprios rendimentos”, até porque, diz, “o Estado não tem que subsidiar como subsidia”.

“Isso é sintoma de atraso no nosso país. Se (as colectividades/associações) não tem dinheiro que fechem a porta”, acrescentou.

Após ter lido esta última declaração, uma dúvida me assalta.

Então, se bem me lembro, recentemente o Ginásio Clube Figueirense (GCF) – instituição da qual o Dr. Joaquim de Sousa, sócio n.º 23, é presidente da mesa da Assembleia-Geral – assinou um protocolo com o Estado para subsidiar a construção da nova piscina do GCF.

O novo equipamento custará entre “entre 2,5 e 3 milhões de euros” e terá uma comparticipação do Estado de “75% do seu custo”, através de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Eu pergunto,

1 - Não terá o GCF que “aprender a viver dos seus próprios rendimentos” e se quiser construir uma piscina usar as suas próprias verbas?
2 – Visto que o GCF não tem verbas próprias para construir a piscina – o que se depreende com a assinatura do protocolo -, deverá a instituição “fechar a porta”?
3 – Se o “Estado não tem que subsidiar como subsidia” porque vai o GCF beneficiar de 75% do valor da construção da nova piscina?
4 - O que que terá o Presidente da Associação das Colectividades do Concelho a dizer sobre o discurso do Dr. Joaquim de Sousa?

Coerência precisa-se neste país de gente incoerente!
Mas, não liguem ao que digo, eu sou estúpido!