terça-feira, 4 de dezembro de 2007
[Renovação]
Ulisses Morais vai ser treinador da Naval 1º de Maio até 2010. Boa Sorte, mister...
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Naval
[UEFA]
O Benfica venceu o Shakhtar Donetsk, por 2-1, em jogo da 6ª jornada da Liga dos Campeões. Com o triunfo os "encarnados" apuraram-se para a Taça UEFA.
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[MP3]
Hope Sandoval and The Jesus and Mary Chain "Sometimes Always"
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Ode to her...
As ondas
Sophia de Mello Breyner Andresen
As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Frases du camandru... ou mais longe!
«Para modificar a realidade era preciso que a realidade não fosse a realidade», Duarte Silva, hoje, durante a reunião do Executivo municipal, a propósito da calendarização de apoios às colectividades do concelho da Figueira da Foz.
Nota pessoal: É tudo uma questão de realismo... ou a falta dele!
Nota pessoal: É tudo uma questão de realismo... ou a falta dele!
Ode to her...
Musa
Sophia de Mello Breyner Andresen
Aqui me
sentei quieta
Com as mãos sobre os joelhos
Quieta muda secreta
Passiva como os espelhos
Musa ensina-me
o canto
Imanente e latente
Eu quero ouvir devagar
O teu súbito falar
Que me foge de repente
Sophia de Mello Breyner Andresen
Aqui me
sentei quieta
Com as mãos sobre os joelhos
Quieta muda secreta
Passiva como os espelhos
Musa ensina-me
o canto
Imanente e latente
Eu quero ouvir devagar
O teu súbito falar
Que me foge de repente
domingo, 2 de dezembro de 2007
A estranha forma de amar Peter Murphy
Foi fantástico o regresso de Peter Murphy a Portugal, sexta-feira, 30 de Novembro de 2007, no Pavilhão Municipal de Gaia. A noite fria no exterior contrastou com o ambiente, quente, que se viveu no interior do recinto desportivo.
Apenas um senão, o som não colaborou na festa revivalista que juntou cinco mil pessoas “às portas” da Cidade Invicta.
Num espectáculo a roçar uma espécie de “best of”, Peter Murphy brindou os presentes com duas horas de espectáculo e quatro (sim 4) encores. O público pedia, Murphy obedecia!
"Burning from the inside", dos Bauhaus, abriu as hostilidades. O vocalista da mítica banda gótica dos 70 sacou do baú outras pérolas como “Terror Couple Kill Colonel" e“She’s in Parties”.
Fechei os olhos e, por momentos, quase recuei ao Coliseu do Porto, ao concerto que, em 1998, encerrou a Resurrection Tour.
O sempre magnífico “The Passion of Lovers” fez-me voar até ao cenário natural de Paredes de Coura, em 2006, quando a banda dividiu o palco principal com os “deuses” The Cramps!
“The Line Between The Devils Teeth (and That Which Cannot Be Repeat)”, “Marlene Dietrich`s Favorite Poem”, “Deep Ocean Vast Sea” foram resgatados do seu album a solo “Deep”.
“I wish I could speak Portuguese but unfortunately I cannot”, disparou o cantor antes de iniciar "Disappearing".
"I hurt myself today…” cantou Peter Murphy.
"O quê?!", pensei eu, "ele está a cantar Nine Inch Nails!".
Nem mais, a voz sedutora de Peter Murphy cantou "Hurt”, dos NIN. O público aplaudiu com veemência.
Do seu mais recente disco "Unshattered" ouviu-se apenas "Idle Flow" que encerrou a primeira parte do espectáculo.
Um dos momentos mais bonitos da noite aconteceu, já no primeiro encore, com o fantástico "A Strange Kind of Love». Peter Murphy, qual rapaz apaixonado, brindou a assistência com dezenas de rosas. A plateia rendida aplaudiu, mais uma vez, o mestre.
Sozinho em palco, envergava um chapéu à cowboy e guitarra acústica, qual "baladero" romântico... Mas, de facto, Peter Murphy estava apaixonado... pelo público, que retribuiu o sentimento!
Ao segundo encore da noite, com “Cuts You Up” o Pavilhão Municipal de Gaia ia vindo abaixo, tal a euforia da moldura humana, composta na maioria por trintões e quarentões.
Depois duas surpresas: as versões de “Tomorrow Never know", dos Beatles, e "Dead Souls”, dos Joy Division de Ian Curtis.
Com “Your Face" chegava o momento mais obscuro do concerto. Peter Murphy, agarrado a uma lâmpada, e num magnífico jogo de luzes a lembrar "Hollow Hills", dos Bauhaus.
As palavras hipnotizaram a plateia:
"Water Lily
Freedom
Where does the
Spirit lay?
Freedom
Lying in shadows
Of light and clay
I trace your feet
Like transparent thrones
I dream of your clinging
I am not alone
I glide with you
Draw you with kole
Your paint the river
I am not alone"
Com “The Final Solution” terminou o espectáculo que fica, tal como diz aquele slogan de uma conhecida marca de material fotográfico, “para mais tarde recordar!”.
Na minha modesta opinião, e gosto pessoal, faltaram apenas dois temas para que o espectáculo fosse perfeito, perfeito, perfeito: “All Night Long” (do álbum a solo “Love Hysteria”) e “Kick in the Eye”, dos Bauhaus.
Peter Murphy agradeceu três vezes ao público "thank you, obrigado", agarrou as mãos aos restantes músicos que o acompanharam, fez uma vénia ao público e partiu... Até quando?
Paulo Dâmaso
(em breve fotos e videos do concerto aqui na CONFRARIA DAS BIFANAS)
Apenas um senão, o som não colaborou na festa revivalista que juntou cinco mil pessoas “às portas” da Cidade Invicta.
Num espectáculo a roçar uma espécie de “best of”, Peter Murphy brindou os presentes com duas horas de espectáculo e quatro (sim 4) encores. O público pedia, Murphy obedecia!
"Burning from the inside", dos Bauhaus, abriu as hostilidades. O vocalista da mítica banda gótica dos 70 sacou do baú outras pérolas como “Terror Couple Kill Colonel" e“She’s in Parties”.
Fechei os olhos e, por momentos, quase recuei ao Coliseu do Porto, ao concerto que, em 1998, encerrou a Resurrection Tour.
O sempre magnífico “The Passion of Lovers” fez-me voar até ao cenário natural de Paredes de Coura, em 2006, quando a banda dividiu o palco principal com os “deuses” The Cramps!
“The Line Between The Devils Teeth (and That Which Cannot Be Repeat)”, “Marlene Dietrich`s Favorite Poem”, “Deep Ocean Vast Sea” foram resgatados do seu album a solo “Deep”.
“I wish I could speak Portuguese but unfortunately I cannot”, disparou o cantor antes de iniciar "Disappearing".
"I hurt myself today…” cantou Peter Murphy.
"O quê?!", pensei eu, "ele está a cantar Nine Inch Nails!".
Nem mais, a voz sedutora de Peter Murphy cantou "Hurt”, dos NIN. O público aplaudiu com veemência.
Do seu mais recente disco "Unshattered" ouviu-se apenas "Idle Flow" que encerrou a primeira parte do espectáculo.
Um dos momentos mais bonitos da noite aconteceu, já no primeiro encore, com o fantástico "A Strange Kind of Love». Peter Murphy, qual rapaz apaixonado, brindou a assistência com dezenas de rosas. A plateia rendida aplaudiu, mais uma vez, o mestre.
Sozinho em palco, envergava um chapéu à cowboy e guitarra acústica, qual "baladero" romântico... Mas, de facto, Peter Murphy estava apaixonado... pelo público, que retribuiu o sentimento!
Ao segundo encore da noite, com “Cuts You Up” o Pavilhão Municipal de Gaia ia vindo abaixo, tal a euforia da moldura humana, composta na maioria por trintões e quarentões.
Depois duas surpresas: as versões de “Tomorrow Never know", dos Beatles, e "Dead Souls”, dos Joy Division de Ian Curtis.
Com “Your Face" chegava o momento mais obscuro do concerto. Peter Murphy, agarrado a uma lâmpada, e num magnífico jogo de luzes a lembrar "Hollow Hills", dos Bauhaus.
As palavras hipnotizaram a plateia:
"Water Lily
Freedom
Where does the
Spirit lay?
Freedom
Lying in shadows
Of light and clay
I trace your feet
Like transparent thrones
I dream of your clinging
I am not alone
I glide with you
Draw you with kole
Your paint the river
I am not alone"
Com “The Final Solution” terminou o espectáculo que fica, tal como diz aquele slogan de uma conhecida marca de material fotográfico, “para mais tarde recordar!”.
Na minha modesta opinião, e gosto pessoal, faltaram apenas dois temas para que o espectáculo fosse perfeito, perfeito, perfeito: “All Night Long” (do álbum a solo “Love Hysteria”) e “Kick in the Eye”, dos Bauhaus.
Peter Murphy agradeceu três vezes ao público "thank you, obrigado", agarrou as mãos aos restantes músicos que o acompanharam, fez uma vénia ao público e partiu... Até quando?
Paulo Dâmaso
(em breve fotos e videos do concerto aqui na CONFRARIA DAS BIFANAS)
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
CONFRARIA DAS BIFANAS OFERECE UM BILHETE PARA CONCERTO DE PETER MURPHY EM GAIA
É VERDADE, NÃO É SÓ PUBLICIDADE...
A CONFRARIA DAS BIFANAS lança um concurso inédito na blogosfera...
Este blogue oferece um bilhete (plateia) para concerto (já lotado) de Peter Murphy, amanhã, sexta-feira, 30, em Vila Nova de Gaia.
Para ganhar o ingresso terá apenas que me garantir boleia (automóvel ou moto), ida e volta, para espectáculo.
Estás interessada/o? Deixa mensagem neste post ou para o e-mail: paulo.damaso@gmail.com...
Concurso aberto até às 16h00 desta sexta-feira.
A CONFRARIA DAS BIFANAS lança um concurso inédito na blogosfera...
Este blogue oferece um bilhete (plateia) para concerto (já lotado) de Peter Murphy, amanhã, sexta-feira, 30, em Vila Nova de Gaia.
Para ganhar o ingresso terá apenas que me garantir boleia (automóvel ou moto), ida e volta, para espectáculo.
Estás interessada/o? Deixa mensagem neste post ou para o e-mail: paulo.damaso@gmail.com...
Concurso aberto até às 16h00 desta sexta-feira.
Peter Murphy: É já amanhã!
Adorei este texto publicado na edição de hoje do Jornal de Notícias, sobre o concerto de Peter Murphy, amanhã, em Vila Nova de Gaia.
O mítico vocalista dos Bauhaus revelou que na sua carreira a solo, "nunca havia cantado temas da banda".
Contudo, o espectáculo em Gaia e, "sem querer com isso oferecer um concerto retrospectivo", abordará "algum repertório histórico da banda".
"No fundo, o público que me vai ver é aquele que também é fã dos Bauhaus", rematou.
É um trabalho, delicioso e rico em detalhes, das jornalistas Marta Neves e Fátima Ribeiro. A ler!
Sobre o concerto já sabem, eu vou lá estar!
Já agora, os fãs figueirenses de Peter Murphy que fiquem atentos à CONFRARTIA DAS BIFANAS. Ainda hoje vai aqui haver uma surpresa agradável para os leitores do blog e fãs de Peter Murphy!
O mítico vocalista dos Bauhaus revelou que na sua carreira a solo, "nunca havia cantado temas da banda".
Contudo, o espectáculo em Gaia e, "sem querer com isso oferecer um concerto retrospectivo", abordará "algum repertório histórico da banda".
"No fundo, o público que me vai ver é aquele que também é fã dos Bauhaus", rematou.
É um trabalho, delicioso e rico em detalhes, das jornalistas Marta Neves e Fátima Ribeiro. A ler!
Sobre o concerto já sabem, eu vou lá estar!
Já agora, os fãs figueirenses de Peter Murphy que fiquem atentos à CONFRARTIA DAS BIFANAS. Ainda hoje vai aqui haver uma surpresa agradável para os leitores do blog e fãs de Peter Murphy!
[MP3]
Morrisey "You have killed me" [Live in London]
** Um senhor, carago! Este homem é um verdadeiro senhor!
Ode to her...
Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.
Cesário Verde
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.
Cesário Verde
"Harry Potter e o Cone Entalado"
Bem que poderia ser o título do próximo livro da saga do famoso aprendiz!
Bem, mais vale um cone de trânsito entalado na cabeça do que um par de cornos...
Bem, mais vale um cone de trânsito entalado na cabeça do que um par de cornos...
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Frases du camandru... ou mais longe!
"Qualquer dia não é necessária a pílula, as pessoas vão à rua e compram o Expresso"
António Lobo Antunes, ontem, no Casino da Figueira da Foz, numa associação de ideias entre a dificuldade da vida a dois que justificou a «invenção» dos jornais de fim-de-semana.
António Lobo Antunes, ontem, no Casino da Figueira da Foz, numa associação de ideias entre a dificuldade da vida a dois que justificou a «invenção» dos jornais de fim-de-semana.
[MP3]
Yann Tiersen "Le Moulin"**
** E que brilhante concerto proporcionou, em 2002, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz. Que privilégio foi ouvir e "saborear" a sua música, as suas notas, ao "vivo e a cores"...
Ode to her...
Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai!
Fernando Pessoa
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai!
Fernando Pessoa
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Camisola Rosa**
Entretanto, durante uma visita do PS da Figueira da Foz à Freguesia de Lavos...

[Clicar na fotografia para ampliar]
**Nota: Qualquer semelhança com alguma eventual futura realidade é pura coincidência!
[Clicar na fotografia para ampliar]
**Nota: Qualquer semelhança com alguma eventual futura realidade é pura coincidência!
[MP3]
Bauhaus "Hollow Hills" [E que linda foi a interpretação deste tema no Coliseu do Porto, em 1998, aquando da "Ressurection tour"]
** Agora, faltam 3 dias para o regresso aos palcos nacionais de Peter Murphy, vocalista dos míticos Bauhaus! É já sexta-feira em Vila Nova de Gaia! Adivinhem quem tem bilhetinho?! Ah pois é!
Ode to her...
Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.
Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.
Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Jazz no Casino...

"Why Jazz? That´s why!", by Paulo Dâmaso
Pode uma voz, acompanhada por um piano, transmitir a universalidade do Jazz? Quando em causa está Maria Anadon, a resposta é, obviamente, sim.
Ontem à noite, 70 pessoas que lotaram o Restaurante/Bar do Casino da Figueira da Foz tiveram a prova num concerto, que marcou o regresso da artista aos palcos nacionais.
Anadon, escudada pelo cubano Victor Zamora (ao piano) - o percussionista venezuelano Fredy Roldan, doente, esteve ausente – visitou os standards americanos, e não só, com uma segurança e musicalidade irrepreensíveis.
“Insensatez”, de Tom Jobim, “My Funny Valentine” (Rodgers and Hart), “Cheek to Cheek” (Irving Berlin), “Route 66”, de Nat King Cole, “My One and Only Love” e “Wouldn´t it be Loverly”, ambos do seu álbum “Jazzy Way”, “Eu Sei Que Vou Te Amar” (Vinícius de Morais/Tom Jobim) e “Devil May Care”, de Bob Dourough, foram alguns dos 13 temas que a cantora portuguesa levou ao Casino.
Foi um bom espectáculo, embora o espaço físico não seja o ideal para Jazz (Mas isso é uma conversa para amanhã). Pena foi também parte do público que demonstrou não estar "educado" para ouvir Jazz! (mas isso é outra conversa para amanhã ; fica a promessa)!
No final do concerto, tive ainda o prazer de conhecer e de estar largos minutos à conversa com Maria Anadon e, sei, ganhei uma amiga.
ADENDA: "Universalidade do jazz na voz de Maria Anadon" in JN
[MP3]
Morphine "Honey White"
** Lembro-me bem do concerto, em Maio de 1997, ao vivo no Coliseu dos Recreios em Lisboa, em que pela primeira vez (e última - visto que o vocalista Mark Sandman viria a morrer dois anos depois) vi o power-trio composto por um baixo de duas cordas, um saxofone barítono e um kit de bateria...
Ode to her...
Os teus olhos
exigindo
ser bebidos
Os teus ombros
reclamando
nenhum manto
Os teus seios
pressupondo
tantos pomos
O teu ventre
recolhendo
o relâmpago
David Mourão-Ferreira
exigindo
ser bebidos
Os teus ombros
reclamando
nenhum manto
Os teus seios
pressupondo
tantos pomos
O teu ventre
recolhendo
o relâmpago
David Mourão-Ferreira
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