segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

[ Ode to her... ]

Em ti o meu olhar fez-se alvorada,
E a minha voz fez-se gorgeio de ninho,
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura do linho

Florbela Espanca

[ Bom dia! ]


"Polissena", de Andrea Zaccarelli

domingo, 13 de janeiro de 2008

E vão quatro derrotas consecutivas…

A Naval 1º de Maio voltou a perder no campeonato.

Frente ao Belenenses, a equipa da Figueira da Foz, orientada por Ulisses Morais, perdeu, por 2-1, hoje, no Restelo, e somou a quarta derrota consecutiva.

Pontos precisam-se na luta pela manutenção. Avizinham-se tempos difíceis…

[ Belenenses - Naval 1º de Maio ]

Pastéis de Belém ou Brisas da Figueira?
Qual será o mais doce esta noite?


BELENENSES - NAVAL
16ª JORNADA DA LIGA
Estádio do Restelo
21h15 Sport Tv1

[ Porque não te calas? ]

O famoso "Porque no te callas?" protagnizado pelo Rei de Espanha, Juan Carlos, quando mandou calar o presidente da Venezula, Hugo Chaves, já tem versão em português. Mário Soares, ex-presidente da República, foi o autor da versão lusa.

Ler AQUI

[ MP3 ]



LENNY KRAVITZ "I'LL BE WAITING"

[ Ode to her... ]

I'LL BE WAITING
LENNY KRAVITZ

He broke your heart
He took your soul
You're hurt inside
Because there's a hole
You need some time
To be alone
Then you will find
What you always know

I'm the one who really loves you baby
I've been knocking at your door

As long as I'm living, I'll be waiting
As long as I'm breathing, I'll be there
Whenever you call me, I'll be waiting
Whenever you need me, I'll be there

I've seen you cry
Into the night
I feel your pain
Can I make it right
I realized there's no end inside
Yet still I'll wait
For you to see the light

I'm the one who really loves you baby
I can't take it anymore

As long as I'm living, I'll be waiting
As long as I'm breathing, I'll be there
Whenever you call me, I'll be waiting
Whenever you need me, I'll be there

You are my only I've ever known
That makes me feel this way
Couldn't on my own
I want to be with you until we're old

You have the love you need right in front of you
Please come home

As long as I'm living, I'll be waiting
As long as I'm breathing, I'll be there
Whenever you call me, I'll be waiting
Whenever you need me, I'll be there

[ Bom dia! ]


Fotografia de YAGMUR KÝZÝLOK

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

[ MP3 ]



Shout Out Louds "Tonight I have to leave it"

** A nova musiquinha da Optimus :)

[ Ode to her... ]

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.

Sophia de Mello Breyner Andresen

[ Bom dia! ]


"Birthday Suit", de mike stowe

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

[ Aeroporto Internacional de Lisboa ]

OTA, 3 - ALCOCHETE, 4

[ Tratado de Lisboa ]

Caiu o referendo ao Tratado de Lisboa em Portugal.
Espero que não se tenha aleijado...

[ O Poder da levitação! ]

«O quarteto "Gato fedorento" assinou um contrato de dois anos com a estação onde começou a sua carreira, a SIC (...) A notícia teve efeito imediato nas acções do grupo Impresa subiram de 1,67 para 1,83 euros»

[LER MAIS AQUI]

[ «Roteiros» ]



Há caminhos e rotas (ainda) por descobrir...
Há percursos e «Roteiros» já descobertos!

«Roteiros», de Rui Santos
Sala Afonso Cruz. CAE da Figueira da Foz
Até 30 de Janeiro.

Vi, gostei, recomendo!

[ MP3 ]



Rádio Macau "Uma Questão de Tempo"

[ Ode to her... ]

"Amar"
Florbela Espanca

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

[ Bom dia! ]

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ética. Eis o princípio esquecido por alguns

Imagine este cenário. Está numa conferência de imprensa. Na mesma é abordada uma questão polémica - relacionada com a lei do Tabaco, que entrou em vigor no início do ano - mas, sobre a qual, a fonte não quer prestar declarações públicas.

Aos cinco profissionais da Comunicação Social presentes, a fonte avisa que apenas emitirá a sua opinião em “off” e pede, inclusive, para que seja desligado um gravador que está à sua frente.

A fonte dá a sua opinião sobre o assunto, sempre em “off”, enquanto que os profissionais param de escrever, ficando meramente a escutar a apreciação da fonte. Um alvitre válido mas que, repete a fonte, “é em off”.

Um “off” que se mantém até ao final do assunto.

No dia seguinte, quatro dos cinco profissionais da Comunicação Social presentes na conferência de imprensa não tocam no assunto. “Claro, então se era em off!”

Um dos cinco, furou o “contrato” e publicou declarações proferidas em “off” pela fonte. Mais grave. Chegou mesmo a avançar que as declarações foram ao seu Órgão de Comunicação Social (OCS) quando, na realidade, foram ditas à frente dos colegas, e de outras pessoas, presentes na sala. Sempre em “off”.

Contactada, a fonte confirmou, no dia seguinte, que não prestou quaisquer declarações públicas exclusivas ao referido OCS.

Há quem ouse quebrar o “off” ainda que o mesmo tenha sido, por diversas vezes, pedido pela fonte.

1- Seria o peso e a relevância da informação de tamanha importância que justificasse essa violação do contrato?
2- O “off” deve ou não ser respeitado?
3- É ou não falta de ética profissional desrespeitar um “off”?

"Para mim off é off. Quando se estabelece que a informação não deve ser divulgada, é como um contrato, ele não pode ser quebrado", disse, em 2003, Mário Andrada e Silva, na altura director editorial da Agência Reuters, no Brasil.


A situação a que hoje me refiro aconteceu na Figueira da Foz. O conteúdo de uma conversa em “off” vem hoje escarrapachado nas páginas de um jornal.

Um caso que merece reflexão...

[ Michel Preud´homme ]


"Dois verdadeiros misters!", fotografia de NM



Esta foto foi um verdadeiro momento "kodak". Após uma conferência de imprensa, ontem, na Figueira da Foz, Michel Preud´homme, treinador do St de Liège e ex-guarda-redes do Benfica, acedeu, bem-disposto, a tirar uma foto com um "ferrenho" adepto benfiquista: Eu!

Ahahahahahaha

Simpático, prestável e acessível, Preud´homme esteve largos minutos à conversa com os jornalistas que, ontem, presenciaram a vitória da Naval frente ao Liège (1-0). O belga falou do passado, do presente e deixou um desabafo: "Tenho pena de não ter sido campeão pelo Benfica".

Tal como o FF, apeteceu levantar da cadeira e (imitando o Zé Manel do Taxi) "Viva ó Benfica, o Glorioso, pá! Dá cá um abraço ó Michel!"

Numa noite memorável, já o HA ficou fã dos "Comme Restus". LooooooooL
Ó TL e os jornalistas belgas que dem ter cá ficam com uma impressão da malta?
"Jornalista português é jornalista barulhento!" LooooooooL

[ Naval, 1 - Standard de Liège, 0 ]

Ah pois é! A Naval 1º de Maio venceu, por 1-0, o St. de Liège, treinado por Michel Preud´homme, ontem, na Figueira da Foz.

Um golo de Bruno Lazaroni deu a vitória aos figueirenses naquele que foi (penso eu, corrijam-me se estiver enganado) o primeiro encontro europeu realizado pelo plantel sénior da Naval, no municipal José Bento Pessoa.

Pena é que apenas centena e meia (150) de pessoas tivessem presenciado o encontro no estádio. Mas também, quem se lembra de cobrar 5 euros para se assistir a um jogo-treino, a uma terça-feira, às 19h00?! Nem ao diabo, dirão alguns! Foi o que eu pensei...

[ MP3 ]



Dzihan & Kamien feat. Madita "Drophere"

[ Ode to her... ]

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

Sophia de Mello Breyner Andresen

[ Bom dia! ]


Untitled, de John Nordhus

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

[ Reembolso ]


A Vodafone é gente boa. Devolveram-me há instantes 17.37 euros pelos SMS enviados para Vodafone (pois claro) a 23, 24, 25, 30, 31 de Dezembro e 01 de Janeiro.

Obrigadinho.
Veio a calhar...

[ investimento na educação = concelho rico = a país rico ]

Quatro novo centro escolares até 2011 na Figueira da Foz.
Investimento: oito milhões de euros. [para ler aqui]

[ É preciso agitar a tarde! ]



Morrissey "The Youngest Was The Most Loved"



Para quando o regresso a Portugal?
Please, please, please...

[ Correio do Leitor ]

«Recordando a minha Irmã Rita,
Ainda vítima de muitos venenos


Vítima da descolonização, como centenas de milhares de outras pessoas, refugiou-se na Figueira da Foz. Aos 23 anos elegeu essa cidade e considerou-a a sua Beira de Moçambique.

Logo ficou conhecida pelo amor incondicional à terra que a recebeu. Foi reconhecida por todos, pela humildade, pelo profissionalismo, pela simpatia, pelo carisma.

Dedicou a sua vida à nova cidade, em detrimento de tudo, da própria família.

Após uma excelente carreira de trinta anos, foi confrontada com uma nova Administração que, pela primeira vez, lhe apontou graves e infundadas acusações.

Procurou solução e (em Novembro de 2006), escreveu uma carta ao Conselho de Administração, solicitando uma atitude face às injúrias proferidas pela administradora executiva.

Raras vezes teve a ousadia de desabafar problemas. Mas este, ao contrário do esperado, era diariamente abordado com a família e amigos íntimos.

Durante sete meses e até ao último dia da sua vida, 28 de Junho deste ano, teve de conviver profissionalmente num ambiente de tensões, pressões, injustiças, ameaças e difamações.

Estava em Aveiro, em trabalho. Sabe-se apenas que um mal-estar a levou, pelo próprio pé, ao Hospital mais próximo, onde pediu ajuda. Duas horas depois teve alta e ainda a caminho do seu automóvel, no parque de estacionamento, acabou por perder a vida.

Como irmão desta Grande Mulher, mística e exemplar, que deixou centenas de verdadeiros amigos em todo o lado e que me deixa saudades para o resto da vida, causa-me estranheza o facto de ela se ter sentido mal, ao ponto de se dirigir a um serviço de urgências. Preferia sempre uma mézinho-terapia que a mantivesse longe da classe médica. Causa-me mesmo muita estranheza que se tenha dirigido voluntariamente e que, duas horas depois, lhe tenham dado alta após um tratamento para náuseas. Mais estranheza me causa, ainda, o silêncio do Instituto de Medicina Legal (de Aveiro) que nunca mais produz o relatório da autópsia, que será sujeito a investigação por parte do Ministério Público da mesma cidade.

Cinquenta e quatro anos.

E que ironia falecer ao serviço da administração que não ouviu o seu apelo.

E que ironia falecer no parque de estacionamento do Hospital onde pediu apoio.

Com o seu desaparecimento, choveram centenas de mensagens de apreço, nacionais e do estrangeiro, de gente conhecida e anónima. Homenagens estatais proferidas e editadas. Bandeira a meia haste durante três dias. Até a tal administradora executiva (e restantes membros) presente nas exéquias.

O único filho, a trabalhar em Angola, chegou a tempo da derradeira cerimónia e conhecendo o estado de espírito da Mãe durante os últimos meses, reagiu. Escreveu para o Sr. Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, em Julho, no mês seguinte ao da partida da Mãe, referindo mais pormenores sobre o terror que a Mãe vivera e juntou uma cópia da carta que a própria já havia remetido para o Conselho de Administração da empresa. Solicitou outras informações no âmbito dos seus direitos legais.

Não obteve qualquer resposta e em Outubro enviou nova carta.

Hoje, 14-12-2007, quase seis meses volvidos desde o dia em que a Câmara Municipal da Figueira da Foz deliberou tantos actos simpáticos em função da despedida da funcionária que sempre rotulou de excelente… e a única missiva recebida foi uma Nota de Lançamento, do referido Conselho de Administração, dirigida ao meu sobrinho, contendo um cheque com a informação: “Pagamento de despesas efectuadas com o funeral de …, conforme factura em anexo”.

Uma das assinaturas é ilegível, a outra, com traço Redondo e infantil, vê-se bem que é o nome da administradora executiva.

Desnecessariamente, vou pensar que, porventura, se tenham esquecido de juntar alguma justificação pelo atraso do reembolso. E que, decerto, foi omitida uma palavra de consideração pela desconsideração que a recordação do assunto oferece.

A findar a história está a atitude egoísta e gananciosa do senhorio da casa onde Mãe e filho sempre haviam habitado. Sem motivo nem piedade, e logo após a morte da inquilina, deu seis meses ao filho para abandonar a casa onde “nascera”, onde sempre vivera e na qual cresceu com a Mãe.

Nunca me passou pela cabeça imaginar o final de uma história que, por mero acaso da História, se dissipa na Figueira da Foz.

Como despedida, peço apenas que imaginem o meu descontentamento, face a tanto desrespeito e a tanta injustiça, que desejava ardentemente que não passasse de tanta imaginação!!!

Resta-me manifestar o meu enorme apreço pelos verdadeiros amigos que esta Grande Mulher deixou na Figueira da Foz. Todos sabem a quem me refiro.


Escreve Cármen de Sande Murillo, no seu livro Isaura (através do qual, homenageia a minha irmã): “Ela deixou de respirar porque lhe fazia mal o ar que inalava.”

A minha irmã deixou de respirar porque lhe envenenaram o ar que inalava.


Cascais, 14 de Dezembro de 2007
Mário Jorge Mendonça Lopes **

** Como irmão da Rita, faço questão que os figueirenses tenham conhecimento de alguma coisa (tudo torna-se arriscado!) que me decepcionaram profundamente»



Nota: O(s) conteúdo(s) dos textos expressos no "Correio do Leitor" é/são da inteira responsabilidade do/s autor/es do/s texto/s

[ MP3 ]



DZihan & Kamien "Sliding" feat. General Santana

[ Ode to her... ]

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!

Vinicius de Moraes