Li na edição do jornal Diário de Coimbra, desta terça-feira, que o Dr. Joaquim de Sousa é contra a “
subsídiodependência” das colectividades/associações e aconselhou as mesmas “
a aprender a viver dos seus próprios rendimentos”, até porque, diz, “
o Estado não tem que subsidiar como subsidia”.
“
Isso é sintoma de atraso no nosso país. Se (as colectividades/associações) não tem dinheiro que fechem a porta”, acrescentou.
Após ter lido esta última declaração, uma dúvida me assalta.
Então, se bem me lembro, recentemente o Ginásio Clube Figueirense (GCF) – instituição da qual o Dr. Joaquim de Sousa, sócio n.º 23, é presidente da mesa da Assembleia-Geral – assinou um protocolo com o Estado para subsidiar a construção da nova piscina do GCF.
O novo equipamento custará entre “entre 2,5 e 3 milhões de euros” e terá uma comparticipação do Estado de “75% do seu custo”, através de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
Eu pergunto,
1 - Não terá o GCF que “
aprender a viver dos seus próprios rendimentos” e se quiser construir uma piscina usar as suas próprias verbas?
2 – Visto que o GCF não tem verbas próprias para construir a piscina – o que se depreende com a assinatura do protocolo -, deverá a instituição “fechar a porta”?
3 – Se o “
Estado não tem que subsidiar como subsidia” porque vai o GCF beneficiar de 75% do valor da construção da nova piscina?
4 - O que que terá o Presidente da Associação das Colectividades do Concelho a dizer sobre o discurso do Dr. Joaquim de Sousa?
Coerência precisa-se neste país de gente incoerente!
Mas, não liguem ao que digo, eu sou estúpido!